Poema a Stella
Um poema-declaração de amor do meu avô à minha avó (escreveu na página de
um livro que lhe ofereceu). Casaram em setembro desse ano.
:)
Para quem não consegue ler o poema, aqui vai, mantendo a grafia e pontuação originais (há ali uma vírgula que me incomoda...).
Curiosidade: está escrito a lápis... (Se
ela não casasse com ele, podia sempre apagar! Eheheh):
Stella
Cruzei um dia o meu olhar com os olhos d’ella,
Toda a minha’ alma, seguio esse longo olhar,
Olhos tão doces, tão ternos o d’essa donzela,!
Olhos tão meigos que nasceram só para amar!
Toda a minha’ alma, seguio esse longo olhar,
Olhos tão doces, tão ternos o d’essa donzela,!
Olhos tão meigos que nasceram só para amar!
Conservo
nos meus olhos sua imagem querida.
Teve o condão essa encantadora creança,
À minha vida apagada dar nova vida,
Ao meu coração sem esperança, dar nova esperança!
Teve o condão essa encantadora creança,
À minha vida apagada dar nova vida,
Ao meu coração sem esperança, dar nova esperança!
Se ella
me ama, eu não creio, sou tão descrente!
Depois… tão nova… eu mais velho… que hei de pensar?...
Se o coração treme cheio d’amor o mais vehemente,
Que importa a idade? Enquanto ha vida… podemos amar!!...
Depois… tão nova… eu mais velho… que hei de pensar?...
Se o coração treme cheio d’amor o mais vehemente,
Que importa a idade? Enquanto ha vida… podemos amar!!...
Rio
Janeiro 23 de Fevereiro 1916
Jacintho Mendonça Freire
Jacintho Mendonça Freire
[Publicado no FB a 9 de agosto de 2017]

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