Eu sou galã!
A 10 de novembro de 1896, em Belém do Pará, escrevia o meu tio-avô António de
Mendonça Freire sobre aquele que viria a ser o meu avô materno: 12 estrofes,
intercaladas por um refrão, brincado com algumas das suas... «qualidades
encantatórias» :D
Deixo aqui uma fotografia do meu avô, com 27 anos, acompanhada de uma outra,
onde se pode ler a 1ª estrofe e o refrão.
Eles divertiam-se muito! :)
Para quem não conseguir ler, transcrevo o que está na foto (com grafia da época e uns erritos...):
Eles divertiam-se muito! :)
Para quem não conseguir ler, transcrevo o que está na foto (com grafia da época e uns erritos...):
«Eu sou galã!...
(Ao distincto cançonetista Jacintho M.ça Freire)
Vinte e três annos conto já,
E seja dito sem favor
Rapas tão galante não há,
E mais sabido em amôr!
E tantas provas eu dei já,
Em Algés, e em Cacilhas,
Fui o terror dos papás
E o ai-Jezus! das filhas!
E seja dito sem favor
Rapas tão galante não há,
E mais sabido em amôr!
E tantas provas eu dei já,
Em Algés, e em Cacilhas,
Fui o terror dos papás
E o ai-Jezus! das filhas!
Galã de fina roda
eu sou, eu sou!
E sempre na moda
estou, estou!
De genio galhofeiro
eu sou assim
Por isso as pequenas
gostam de mim!...
(...)»
(Avô Jacinto: 1871-1933)
eu sou, eu sou!
E sempre na moda
estou, estou!
De genio galhofeiro
eu sou assim
Por isso as pequenas
gostam de mim!...
(...)»
(Avô Jacinto: 1871-1933)
[Publicado no FB, a 27 de agosto de 2017]


Comentários
Enviar um comentário